Notícias
banners-1

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VALONGO DO VOUGA ASSOCIOU-SE AO PROJETO EDA50 DO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

cne

 

No âmbito das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, o Conselho Nacional de Educação (CNE) promoveu o Projeto EDA50 – Escolas à Descoberta de Abril, uma iniciativa que visou consciencializar os jovens para o significado da Revolução de 25 de Abril de 1974 e para a sua relevância na história contemporânea de Portugal e do mundo.
 
 
Desde 2023 e até 2026, os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas foram convidados a integrar o projeto, sendo acompanhados pela assessoria técnico-científica do CNE na conceção e desenvolvimento das respetivas propostas. Tratou-se de uma iniciativa inovadora, assente na valorização das memórias de quem viveu, na primeira pessoa, os contextos sociais, económicos, políticos, científicos e culturais do país antes, durante e após o 25 de Abril.
Os trabalhos desenvolvidos pelas escolas participantes, resultantes de investigação e de entrevistas intergeracionais – em que alunos entrevistaram cidadãos com mais de 65 anos — estão a ser reunidos num acervo digital do CNE, constituindo um importante repositório de memória coletiva sobre as transformações da sociedade portuguesa ao longo das últimas cinco décadas.
 
No ano letivo de 2024/2025, o Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga (AEVV), por convite da Direção e no seguimento da proposta do CNE, integrou o projeto através da criação da Equipa EDA50, coordenada por José Paulo Lourenço, responsável também pelo jornal escolar Na Ponta dos Dedos. A equipa integrou ainda Teresa Olaio, Teresa Figueiredo, Vítor Martins, Rui Pereira e o próprio coordenador.
 
O trabalho iniciou-se com sessões online de curta duração, nas quais foram apresentados os objetivos do projeto, os procedimentos metodológicos e as etapas de desenvolvimento, culminando na elaboração e aprovação do projeto de cada escola participante. Num segundo momento, já em contexto de trabalho de campo, avançou-se para a identificação de testemunhos locais relevantes.
 
O AEVV escolheu como ponto de partida a recolha de testemunho de um ex-combatente da Guerra Colonial, Joaquim Matos Branco, natural de Arrancada do Vouga, nascido a 11 de março de 1951. Mobilizado para Angola no início da década de 1970, aceitou partilhar memórias de um período marcado por incertezas, sofrimento e profundas transformações pessoais e coletivas, numa guerra que mobilizou milhares de jovens portugueses que, refira-se, muitos não compreendiam, da qual muitos tinham medo, de onde nem todos regressaram vivos e nenhuns ilesos.
 
Ao longo do ano letivo, os alunos do 9.º ano recolheram informação sobre as décadas de 1960 e 1970, em Portugal e no concelho de Águeda, bem como sobre a Guerra Colonial. Posteriormente, esse trabalho foi aprofundado pela equipa do jornal escolar Na Ponta dos Dedos, constituída por Bernardo Pinto, David Ladeira, Elisa Cardoso, Érica Ferreira, Eva Lopes, Madalena Gomes, Mariana Barreto e Rita Martins (alunos do 7.º B e C), resultando na produção de um documento intitulado Portugal: Contributos para a Compreensão do País Real nas Décadas de 60 e 70 do Século XX; A Guerra Colonial.
 
Este trabalho integra um enquadramento histórico, a transcrição da entrevista com o Sr. Joaquim Matos Branco, realizada na Biblioteca Escolar do AEVV, no dia 28 de maio, e uma análise final sobre o papel das “madrinhas de guerra”, sustentada em referências da obra D’este viver aqui neste papel descripto: Cartas da guerra, de António Lobo Antunes, autor maior da literatura portuguesa contemporânea e também ex-combatente em Angola (1971–1973).
O resultado final foi ainda transformado num documentário vídeo de reconhecido valor histórico, já submetido ao Conselho Nacional de Educação para integração no respetivo acervo público. A captação de imagem e a montagem ficaram a cargo de João Lemos, cuja prestação técnica foi destacada pela equipa como fundamental para a qualidade do produto final.
 
O Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga destaca ainda a relevância deste testemunho, que evidencia o impacto profundo da guerra na vida de indivíduos, famílias e comunidades. Para as gerações mais jovens, este trabalho constitui um contributo essencial para a preservação da memória coletiva e um alerta sobre a importância da paz, da liberdade e da responsabilidade cívica.
 
O documentário está igualmente disponibilizado na página do AEVV após publicação pelo Conselho Nacional de Educação.
Equipa do Jornal Na Ponta dos Dedos / 2026
 
OS NOSSOS Links

 
 
eco-off
 
biblioteca-offPESSOAS2030 BarraCofinan Designacao Ass RGB 120cm
Logo LED 
 

S5 Box